A MOÇA, A SAIA, A FACULDADE
Faz tempo que não posto no blog. Ando envolvida com faculdade, trabalho e outros projetos e não tive mais tempo de escrever algo meu, interessante o suficiente para colocar aqui no blog. Entretanto, através de uma “tuitada” de um amigo, cheguei a um texto muito bom, que fala sobre o caso da menina da minissaia. Deixo o mesmo aqui, então, porque definitivamente é o melhor texto que li sobre o assunto. Acredito que vocês também vão curtir.
Abraços,
Lucy
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Por: Flavio Gomes
Fonte: http://colunistas.ig.com.br/flaviogomes/2009/11/09/a-moca-a-saia-a-faculdade/
Fiz faculdade entre 1982 e 1985. Faculdade de riquinho, FAAP. Não havia sinal de movimento estudantil ali. Na verdade, com o fim da ditadura, a eleição de Tancredo e a perspectiva de diretas em 1989, o movimento estudantil se enfraqueceu e, sendo bem sincero, foi sumindo aos poucos. Minha atividade mais próxima da subversão foi vender sanduíches naturais para arrecadar dinheiro para uma festa das Diretas.
Hoje, as entidades representativas dos estudantes servem para emitir carteirinhas para a turba pagar meia-entrada em shows e no cinema. Sem um inimigo claro, que no caso das gerações imediatamente anteriores à minha era o governo militar, ficamos sem ter do que reclamar. Porque, no fundo, por conta da politização desses movimentos todos, a questão educacional foi colocada de lado por muitos anos, e deixou de ser prioridade.
Já como repórter, cheguei a cobrir algumas confusões na USP na segunda metade dos anos 80. Sem querer simplificar demais, mas recorrendo ao que minha memória me permite lembrar, o tema central era o aumento do preço do bandeijão nos refeitórios da universidade. Deu greve e tudo. Muito pouco. Ainda mais porque, como se sabe, boa parte dos que conseguem chegar à USP vêm de escolas particulares, e o preço do bandeijão não chegava a afetar seriamente o orçamento de ninguém.
O caso dessa moça de minissaia da Uniban poderia ser um bom motivo para despertar algum tipo de reação na molecada. De repúdio aos que ofenderam a menina, de reflexão sobre os rumos da universidade, de protesto contra sua expulsão, de perplexidade com o recuo da reitoria por razões obviamente mercantis.
Reitoria… Era palavra respeitada, antigamente. Hoje, os reitores dessas espeluncas mal falam português. A transformação do ambiente universitário em quitandas que vendem diplomas é assustadora. E os estudantes são coniventes. Não exigem ensino de qualidade, compromisso com a educação, porra nenhuma. Querem se formar logo, se possível pagando pouco, e dane-se o mundo.
Fico espantado ao observar como pensa e age essa juventude urbana entre 20 e 25 anos. São fascistóides, hedonistas, individualistas, retardados ao cubo. Basta ver o perfil da menina da minissaia no Orkut. Uma completa debilóide, mas nada diferente, tenho certeza, de seus colegas de faculdade (vejam as “comunidades” às quais ela pertence; coisas como “Gosto de causar, e daí?”, “Sou loira sim, quem me aguenta?”, “Para de falar e me beija logo”, coisas do tipo). O que, evidentemente, não dá a ninguém o direito de fazer o que fizeram com ela. Até porque são todos iguais, idênticos, tontos, despreparados, sem noção.
Aí a Uniban expulsa a menina, dizendo que os alunos que a chamavam de “puta” e queriam bater na coitada estavam “defendendo o ambiente escolar”. Puta que pariu! Como é que pode? Como podem adultos, “educadores”, que teoricamente têm um pouco mais de neurônios em funcionamento, reduzirem a questão a isso? E criticarem a menina porque ela se veste assim ou assado, anda rebolando, “se insinua”?
Pior: muitos, mas muitos mesmo, alunos defenderam a expulsão. Acham que a menina é uma vagabunda que provoca os colegas. Bando de animais, intolerantes, sádicos, hostis, agressivos. Eu nunca deixaria um filho meu estudar numa universidade frequentada por esse tipo de gente e dirigida por cretinos do naipe dos que assinaram a expulsão e, depois, revogaram-na sem revelar o motivo — aquele que nunca será admitido, o prejuízo à imagem dessa porcaria de empresa, sim, empresa, e das mais lucrativas, porque chamar um negócio desses de “universidade” é desmoralizar a palavra.
O Brasil está fodido com essas gerações que vêm por aí. Um caso desses, que poderia trazer à tona discussões importantes sobre o comportamento dos jovens, suas angústias, seus rumos, resume-se ao tamanho da saia da moça e ao seu comportamento “inadequado”, seja lá o que for isso. A educação, neste país, tem sido negligenciada de forma criminosa há décadas. O governo poderia começar a limpar a área por essas fábricas de diploma, que surgem aos montes sem que ninguém se preocupe com o tipo de gente que está à frente delas.
O que se vê hoje, graças a essas faculdades privadas de esquina, sem história e princípios, é uma população cada vez maior de “nível superior” sem nível algum. Um desastre completo. Gente que não pensa, não argumenta, não lê, não raciocina coletivamente, se comporta como gado raivoso, passa o dia punhetando no Orkut e no MSN, escreve “aki”, “facu”, “xurras”, “naum”, “huahsuahsua”, um bando de tontos desperdiçando os melhores anos de suas vida com uma existência vazia, um vácuo intelectual, sob o olhar perplexo de gerações, como a minha, que um dia sonharam em fazer um mundo melhor e, definitivamente, não conseguiram.
Somos todos culpados, no fim. Me incluo.
Concurso Garota Analuana
Duas novidades:
1ª Eu vou gravar um VIDEOCLIPE pra banda Parada Obrigatória
2ª Está aberto o concurso Garota AnaLuana, que elegerá a protagonista do VIDEOCLIPE
Então, se você garota, é gata e tem estilo, não perca essa oportunidade. Ou se você garoto, conhece alguma garota gata e com estilo, avise ela para se inscrever. Vale muito a pena! A banda é ótima, fazem um som muito bom e são uns gatos!
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“Ele estava sozinho no quarto, sem nada para fazer. Abriu a janela para admirar a lua, que era cheia…”
Assim nasceu a letra da música de trabalho da banda Parada Obrigatória, Analuana. Depois de fazer muito sucesso nas rádios, Analuana merece ganhar vida. E você pode ser a garota responsável por isso.
Está dada a largada para o concurso Garota Analuana. Se você é bonita, inteligente, estilosa e curte o som da Parada Obrigatória, mande uma foto para o e-mail concursoanaluana@gmail.com, junto com uma frase dizendo por que você acha que deve ser a Garota Analuana.
Inscreva-se. Você pode ser a escolhida para protagonizar o videoclipe da música. Geral vai morrer de inveja!
Beterraba balzaquiana
Por: Luciene Ferrari
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A beterraba do Chico’s Lanches estava muito boa hoje. Arrisco dizer que eu nunca tinha comido uma beterraba tão boa na minha vida antes. Eu sei, todos devem estar se perguntando por que diabos eu estou comentando isso. Na real, por nada, eu só não sabia como começar o post de hoje, aí lembrei daquela beterraba gostosa… Ninguém curte beterraba, eu adoro! E adoro cada vez mais! Deve ser porque estou ficando velha, afinal, só os velhos é que gostam de legumes e coisas verdes. Beterraba não é verde, mas é legume. Eu falei coisas verdes, porque os verdes são os piores, desses nem eu gosto. Éca!
Pois bem, falando em ficar velha, sábado foi meu aniversário. 25! Não, não foi no dia 25, são 25 anos mesmo. Eu sei, não parece. E eu também sei, to velha! Ontem a noite foi engraçado: meu namorado me pediu em casamento, eu respondi que era muito nova pra casar. Ele riu. Não sou nova, sou infantil. Eu ainda compro meias coloridas e calcinhas fofinhas. E o pior de tudo: eu combino a cor das meias com a cor da calcinha. Ninguém com 25 anos faz isso!
Mas, minha professora disse que as balzaquianas de hoje não são mais as trintonas e sim as quarentonas. Ou seja, a idade mental das mulheres de hoje é 10 anos menos que a idade física. Jesus, tenho 15 anos! Seria um bom momento para debutar?
Considerando as maluquices que fiz na sexta-feira a noite, comemorando meu aniversário, deduz-se que sim, minha idade mental é de 15 anos. Só faltou eu entrar na disputa para a capa da Revista Stampa. E olha que eu tinha sérias chances de ganhar. Tinha uma pobre alma lá que estava usando o vestido da noite de núpcias da avó dela, só pode. Como diria a Camila, o pior defeito das pessoas é não ter noção.
O que importa é que este foi o meu melhor aniversário dos últimos tempos da última semana. E o CD do Parada Obrigatória que eu ganhei é muito bom. Descobri que sei fazer cara de gato de botas (sabe, aquele do Shrek), aí as coisas se tornam bem mais fáceis. Descobri que, simplesmente deixar as coisas acontecerem naturalmente, às vezes é a melhor solução. E que se eu for dormir bêbada as 5h30 da manhã, as 7h30 eu vou acordar ainda bêbada. Mas minha maior descoberta é a de que sou legal e que algumas pessoas gostam bastante de mim. Obrigada a elas.
Ah, sim: o título do post é ridículo e não faz sentido algum. Fato.
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Liberdade de imprensa e publicidade enganosa
Por Waldemar Rossi em 1/9/2009
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“Um dia depois de ter despejado de forma violenta 800 famílias em Capão Redondo, o governo de São Paulo (leia-se, governo Serra) tem a cara de pau de publicar um anúncio de uma página nos jornais divulgando a sua `política de habitação popular´” (nota publicada no CMI – Centro de Mídia Independente).
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Pela internet, é possível ainda ter acesso a algumas informações que a mídia brasileira nega aos seus leitores ou freqüentadores (sic) audiovisuais. É o caso da nota acima, que não foi divulgada pela imprensa. A nota virtual veio acompanhada de fotos de mais uma propaganda enganosa do governo de São Paulo (de José Serra). Acompanhando o título publicitário “Habitação popular no estado de São Paulo é assim: A gente faz. E faz bem feito”, vêm quatro fotos arrumadinhas de algumas pessoas que mostram sua “satisfação” em receber moradia popular. A foto de cada pessoa ou família vem junto a um subtítulo: “Acredite; Sonhe; Respire; e Comemore”.
A nota da internet, por sua vez, traz, acompanhando os mesmos subtítulos, outras quatro fotos revelando a forma violenta com que a polícia estadual – de responsabilidade exclusiva do governador José Serra – promoveu o despejo de 800 famílias de Capão Redondo, entre tantos outros despejos criminosos, despejos determinados pela “justiça” estadual. Nessas fotos, que contrastam com a publicidade oficial, aparecem: crianças desalojadas na rua (Acreditem); morador tentando salvar alguma coisa de seu barraco (Sonhe); fumaça das bombas de gás exalando no meio dos barracos (Respire); e povo aglomerado desalojado do seu abrigo (Comemore).
Além dessas propagandas enganosas, cheias de meias-verdades, os governantes têm ao seu dispor toda a cobertura da imprensa, com comentários dos mais elogiosos sobre suas “obras populares”. Enquanto para o povo restam comentários desairosos, tentando passar para a opinião pública que se trata de criminosos, de “invasores”, negando as informações mais importantes de que são pessoas e famílias inteiras injustiçadas por esta sociedade discriminatória. Injustiçadas pelas políticas públicas que satisfazem aos interesses do capital, pela concentração de rendas, pela sonegação dos seus direitos elementares, pela sonegação de impostos, comandada por uma elite econômica hipócrita e maquiavélica (no seu mau sentido).
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Forças organizadas
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A liberdade de imprensa é uma das grandes farsas que imperam no sistema burguês gerador e administrador desse capitalismo selvagem, que cria desigualdades brutais, miséria e a barbárie.
A imprensa, segundo as leis internacionais, é sempre uma concessão do Estado e deveria ser universal, isto é, concedida e aberta a todos os cidadãos. Mas está toda ela reservada para o mesmo capital. Seus “proprietários” são participantes do mesmo capital, e por isto se torna elitista e sonega o direito à verdadeira expressão da vontade e das legítimas reivindicações populares. Uma mídia que seleciona suas notícias, sempre voltada para defender os interesses dos exploradores, mas que impede a veiculação de informações importantes de interesse do povo, sobretudo as geradas pela reação do movimento social que contesta os desmandos que são praticados neste país.
A prática da liberdade de imprensa no Brasil se compara ao exercício da política oficial: políticos eleitos pelo povo, tendo suas campanhas eleitorais financiadas pelos detentores das terras, dos bancos, das indústrias e do comércio, julgam-se donos do país, isentos de julgamentos dos seus crimes e com direito a praticar toda a sorte de bandalheira. Mas que não têm competência para governar segundo os interesses de toda a nação.
Assim é a prática da mídia no Brasil: tendo obtido a concessão, julga-se possuidora de todos os direitos, incluído o “direito” de desinformar e corromper ideologicamente a opinião pública. De tal forma que, cada vez mais, se torna necessário um amplo trabalho de informações desenvolvido pelas forças populares organizadas, capaz de, com o tempo, despertar a consciência crítica do povo, animando-o a assumir as rédeas da condução do nosso país, determinando o que pode e o que não pode ser praticado pelos políticos e pelos meios de comunicação social. E, acima de tudo, se for o caso, cassar mandatos e concessões. Sem isto não haverá democracia para o povo.
11 de Setembro X Tsunami
Por: DDB Brasil
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Próximos da comemoração (sim, eu comemoro!) do incidente do 11 de Setembro, a DDB Brasil criou uma peça intrigante (e fabulosa) para a WWF Brasil, que liga o fato aos problemas ambientais, afirmando que “O Tsunami matou 100 vezes mais pessoas do que o 11 de Setembro de 2001. O planeta é extremamente poderoso. Respeite-o. Preserve-o.”
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Qualquer estadunidense que se deparar com o anúncio vai odiá-lo, mas ainda assim não se pode negar que esse é o tipo de peça que reúne intriga, impacto, polêmica e genialidade. Dá vontade de gritar um PQP depois de vê-la, não dá?
Parabéns a parceria! Acredito que só através de impacto e polêmica, nesses casos, é que se pode conscientizar as pessoas.
1+1=3
Lembram do 1+1=3 das aulas de Redação Publicitária I?
Perdoe-me quem não cursa Publicidade e Propaganda, mas resumindo, o 1+1=3 é uma peça publicitária muito, mais muito hilária, que só os inteligentes vão entender. Foge do comum, do óbvio e passa a mensagem de uma forma quase que… Artística?
Ah, sei lá, vamos todos ler Zeca Martins, aí entenderemos. Pronto!
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Acesse http://www.desencannes.com e confira várias peças hilárias – e algumas idiotas também. E eu acho que eu não preciso explicar que elas não são de campanhas reais. (Eu sei que todo mundo já conhece esse site, mas façam de conta que é novidade e tal)
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Beijomeliga!
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Havaianas FIT
Por: AlmapBBDO
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Sinceramente, a nova Havaianas FIT não é grande coisa. Na minha opinião é só mais uma daquelas variações que a marca faz todos os anos, pra continuar na boca do povo, chamando a atenção e vendendo. Mas, A campanha de lançamento da é B Á R B A R A !
Fã da Agência AlmapBBDO, que tem a conta da Havaianas já há muitos anos, sou suspeita para falar. Mas de qualquer forma, achei as peças lindas, coloridas e criativas, combinando perfeitamente com o verão que se aproxima. Pra fechar com chave de ouro, a redação das peças é incrível: simples, engraçada, feminina. Mérito de Rynaldo Gondim.
É, eu amei.
Então aqui, em primeira mão, confiram as peças retiradas agorinha, fresquinhas do site da Almap. (Sim, eu dei print, por isso estão com o “anterior” e “próximo”. Isso não faz parte das peças, HAHA!)
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Pátria amada, Brasil…
Conforme Deise Froelich (apud Programa Cafezinho, 2009):
“O Brasil é o único país em que cafetão sente ciúmes, puta goza, e pobre vota na direita.”
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Sem mais por alguns dias…
