Arquivos diários: Setembro 11, 2011

Madrugada de sábado: desabafo #1

Madrugada de sábado: desabafo #1

Não sei pra vocês, mas 2011 passou muito rápido pra mim. Nos primeiros meses do ano, lembro de ter acompanhado a edição mais fracassada do Big Brother Brasil e ter torcido muito pela Maria. E pela primeira vez, alguém para quem eu torcia, venceu. Depois, lembro de ter caído de cabeça na minha monografia e também na organização da minha formatura. É, 2011 foi o ano da minha formatura. E acho que isso também colaborou para que passasse tão rápido, pois quando esperamos muito por algo, passa tão rápido que a gente nem percebe. E agora acabou! Mas a sensação não é de vazio, pelo contrário… Tirei 100 na monografia e a minha formatura, a colação de grau, a festa, o baile, foi tudo perfeito. E agora… Agora já é setembro e então me dei conta que logo é meu aniversário. E que eu vou fazer 27 anos e ainda sou como quando tinha 21. A mesma Luciene que acredita em um mundo melhor, que acredita nas pessoas e que gosta de Hanson. Algumas coisas mudaram apenas: não uso mais roupas pretas, nem camisetas de bandas, agora uso mais salto alto e vestidos custos (íssimos), coisa que eu não fazia antes porque eu era muito, mas muito magra. Além dos quilinhos a mais, hoje tenho um emprego fixo, um namorado fixo e uma rotina fixa. Quase não tenho amigos, quase não tenho dinheiro, ando muito de ônibus e aprendi a cozinhar. Mas a cabeça, a cabeça, realmente, pouco mudou. Tenho uma rotina de gente grande, ou pelo menos, tento, mas minha cabeça está sempre imaginando uma vida totalmente diferente pra mim, uma vida, basicamente, sem compromissos, sem planos, sem preocupações, sem rotina. Uma vida, impossível. Eu conquistei muitas coisas nesses últimos anos e, principalmente, em 2011, mas será que fiz isso por mim? Sou suficientemente imatura para dizer que, não sei. E suficientemente imatura para dizer que, talvez, se eu tivesse vivido por mim, tudo teria sido bem diferente. Eu não teria a minha utópica vida, mas não estaria vivendo algo que a sociedade esfrega na nossa cara como sendo o destino certo para todos nós. Só para constar, sou realizada com a minha formação, mas inconformada com a sociedade que vivo. E amo meu namorado.