Arquivos diários: Novembro 14, 2011

Tri! Até no nome

Tri! Até no nome

Por: Luciene Ferrari

A irreverência, o estilo super original, além da musicalidade surpreendente, são marcas da Banda Tri. Misturando folk com pop rock e ukulele – um instrumento havaiano – os guris fazem um som harmonioso e gostoso de ouvir

De cara, o que mais chama a atenção no grupo é o estilo meio retrô, que une óculos vintage, cha­péus de época, terninhos apertados e suspensórios com bermudas, formando um visual único. Porém, o visual é o que menos impor­ta quando os gaúchos, todos naturais de Uruguaiana, sobem no palco. O que predomina é o carisma, o talento particular de cada integrante e a musica­lidade impressionante das canções. Com tanto talento, os cinco guris de Uruguaiana que formam a Banda Tri, partiram para São Paulo em busca de mais oportunidades para seguir a carreira musical. Em meio a tantos outros músicos com o mesmo sonho, a Tri era apenas mais uma banda no underground lutando por espaço, até serem escolhidos como finalistas do quadro “Olha Minha Banda – Especial Rock in Rio” do progra­ma Caldeirão do Huck, da Rede Globo. Eles não venceram, mas foram a banda com maior repercussão no Brasil, com certeza. E com a mesma simplicidade e carisma que conquistaram o Brasil, me concederam uma entrevista* via Internet, em que falam sobre a carreira, a participação no Caldeirão e os planos para o futuro. Confira:

Luciene: Quem é a Banda Tri?

Banda Tri: Leonardo Vidal, 20 anos, ukulele e voz; Vinicius Ceratti, 21 anos, violão; Guilherme Moreira, 21 anos, contra baixo; Bruno Couto, 20 anos, bateria; e Vinicius Goulart, 23 anos, flauta, gaita e teclados.

Lucy: Qual é a história da Banda Tri?

B. Tri: Já havia outra banda antes da banda TRI, que começou com o Vini Ceratti e Bruno Couto, era outro estilo, outra banda. Enfim, em 2010, conheceram Léo Vidal, que a princípio entrou como baixista, e a amizade com ele começou assim, por causa do sonho. O vocalista da banda antiga saiu, dando lugar para o Léo assumir os vocais, e foi com essa entrada que todos resolveram mudar de estilo. E aí então chamaram o Guilherme Moreira, primo do Vini Ceratti e amigão do Bruno Couto, e depois, por último, a entrada do Vinicius Goulart, que era amigo do Léo de tempos atrás. E a troca de nome para Banda Tri ocorreu no dia 26 de março de 2011, que também é o dia do aniversário do Léo e do Gui.

Lucy: Por coincidência, a revista onde trabalho chama-se Tri e existe uma história por trás deste nome. Qual a história da origem do nome da Banda Tri?

B. Tri: Bom, como a banda tem um som bem original, a gente pensou no nome mais original possível. Na verdade foi uma noite muito pensativa na praia de Santos, ainda morávamos lá, e nós pensamos: – Que nome seria TRI LEGAL para nossa banda? Dai pensamos, BANDA TRI! Hehe.

Lucy: Contem um pouco sobre a carreira de vocês, como foi no início, principais dificuldades, por que mudaram para São Paulo e no que isso beneficiou?

B. Tri: Olha, na verdade a gente não dá bola para as dificuldades, porque a gente sabe que isso é normal e que a gente vai passar por elas, e que a maior delas a gente já conseguiu superar, que era se mudar de Uruguaiana e vir para São Paulo tentar a vida. E simplesmente isso nos beneficiou bastante, porque aqui a gente tem oportunidades que não teríamos lá, conhecemos um pessoal importante que só aqui conheceríamos, e é daqui que a gente tem a oportunidade de espalhar nosso trabalho cada vez mais e mais por todo o Brasil.

Lucy: Houve algum impedimento por parte de algum familiar ou vocês sempre tiveram apoio?

B. Tri: A gente sempre teve todo o apoio do mundo dos nossos pais. Acho que se não fosse por eles nós não estaríamos aqui agora.

Lucy: Já pensaram em desistir?

Léo Vidal: Não, nem pensar. Porque parece que a gente foi feito pra isso. Sempre falo para os guris que eu podia ser um ótimo advogado, ou químico ou matemático! Qualquer coisa que eu quiser, é só querer. Mas é isso que a gente mais quer agora, e nada vai nos fazer desistir.

Lucy: Vocês não venceram o Olha Minha Banda especial Rock in Rio, mas chegaram muito perto. Contem como foi essa experiência desde o início e o que essa oportunidade trouxe de bom para a banda.

B. Tri: Olha, na verdade a gente nem sabia. Uma amiga de Santos tinha nos inscrito no programa ano passado, e do nada a Globo liga aqui pra casa, e fala que a gente está entre as 30 bandas selecionadas, e que era para a gente fazer um vídeo e mandar pro Caldeirão. Aí sim nós acreditamos que podíamos ser selecionados sim, a gente confia muito em nosso trabalho. Bom, deu no que deu. Creio que fomos a banda que mais repercutiu no Brasil mesmo não tendo ganhado, e após isso muita coisa mudou em nossas vidas! A gente sai na rua e realmente é reconhecido, já estamos começando a fechar muitos shows, e todo mundo acredita muito em nós e no nosso talento. Acho que o mais legal mesmo foi ter a oportunidade de ser visto pelo Brasil todo e ter tido o devido reconhecimento, que para nós, é o mais importante.

Lucy: Há previsão para o lançamento de um CD?

B. Tri: Olha a previsão para o lançamento de um CD seria no começo do ano que vem.

Lucy: Qual o papel da Internet na divulgação da banda?

B. Tri: Importantíssimo. Acho que a Internet hoje em dia é simplesmente indispensável. A gente usa bastante para se relacionar com os fãs, fazemos twitcam, que eles adoram, e estamos sempre ligados com o nosso público.

Lucy: Sinceramente, nunca ouvi um som como o de vocês. Como vocês definem o estilo da música da Banda Tri? Existem influências?

B. Tri: Simplesmente não existem influências para fazermos nossas músicas. A gente senta, para e pensa sobre o que a gente quer escrever, e sobre como vamos fazer aquilo. Então eu acho que também ainda não existe uma definição certa para o nosso som. Seria estilo TRI! Hehe.

Lucy: E na opinião de vocês, qual o principal diferencial da banda?

B. Tri: O principal mesmo seria o Ukulele. Mas acho que cada integrante tem um diferencial por si só. Seja o chapéu do Léo ou a cartola do Couto ou atá mesmo a cara de Harry Potter do Gui, enfim. Haha.

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*Confira a matéria completa com a Banda Tri na Revista Tri número 15, de novembro de 2011.